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Esporotricose felina: sabe o que é e como tratar?

A esporotricose felina é uma doença comum entre os gatos e é uma das mais graves que podem atingir os bichanos, mas, mesmo assim, muitos tutores nunca ouviram falar nessa enfermidade. Se esse é o seu caso, continue lendo e entenda mais sobre o assunto. Esporotricose felina: o que é? A esporotricose felina é um tipo de micose causada por um fungo do gênero Sporothrix, que costuma estar presente no solo, palha, vegetais, espinhos e madeiras. A transmissão costuma acontecer quando o gato possui alguma ferida aberta no corpo ou por espinhos que perfuram ou arranham a pele dele. Também conhecida como a ‘doença do jardineiro’, é uma zoonose, ou seja, a esporotricose passa para humanos. Esporotricose felina: sintomas Uma vez que o pet foi contaminado, o seu tutor pode notar os primeiros sintomas como uma área avermelhada, que logo cresce e abre. São feridas que não cicatrizam, mesmo tratadas. Essa doença se apresenta em fases, entenda o que acontece em cada uma: Esporotricose cutânea É a primeira fase da doença, onde tudo começa. Surgem feridas avermelhadas e com pus, na sequência, aparecem nódulos, também avermelhados. É comum que o tutor acredite que o pet esteve envolvido em alguma briga, mas, diferente das feridas originárias de brigas, as da esporotricose não cicatrizam e vão ficando pior com o tempo. Esporotricose linfocutânea Sem o tratamento adequado, a esporotricose em felinos evolui para úlceras com secreções. Como se tornam mais profundas, começam a comprometer o sistema linfático do pet. Esporotricose disseminada É o último estágio da esporotricose felina, quando o fungo já se espalhou pelo corpo e pode-se notar lesões ulceradas no pet. Nessa fase, é possível que a doença acometa os órgãos internos, o que torna a recuperação ainda mais difícil. O felino costuma apresentar febre, falta de apetite, apatia, alterações e secreção nasal. Leia mais: Acupuntura em cães e Gatos Acne felina Esporotricose felina: diagnóstico A esporotricose felina pode ser confundida com outras condições ou com um simples machucado. Ao notar qualquer ferida no corpo do gato, o ideal é que o tutor leve o animal a um veterinário, pois ele saberá como tratar esporotricose felina. Quanto mais cedo for diagnosticada, mais fácil será o tratamento e haverá mais chances de cura. É importante que o tutor relate o histórico do felino, se ele tem contato com terra ou se esteve envolvido em alguma briga recentemente. Esses fatos ajudarão o veterinário a chegar a um diagnóstico mais rapidamente. Ele também fará exames de cultura de fungos, citológico e histopatológico, que irão indicar a presença do fungo, procurar possíveis tumores e avaliar a razão das lesões. Esporotricose felina: tratamento Após o diagnóstico, o veterinário seguirá com o tratamento para esporotricose felina, mas esse é um processo demorado e o pet levará algum tempo para estar curado. O mais importante e que acalma os tutores, é saber que a esporotricose felina tem cura. O tratamento para esporotricose em felinos pode ser feito com antifúngicos orais e antibióticos, dependendo do grau de infecção. Também pode ser prescrita uma pomada para esporotricose felina, com aplicação nas feridas para ajudar com a cicatrização. Todo o tratamento deve ser seguido corretamente, para que o bichano melhore mais rapidamente. Para tratar o felino, é importante que o tutor use luvas e higienize as mãos corretamente antes e após os cuidados, evitando a transmissão. Leia também: Doença do gato Como prevenir a esporotricose felina? A esporotricose felina não tem uma vacina de prevenção, portanto, o melhor meio de prevenir o contágio é impedir o pet de sair às ruas, assim, evita que ele tenha contato com um gato doente ou brinquem em ambientes de terra, onde possa estar contaminado com o fungo. Castrar o pet pode ser uma solução, pois além de prevenir outras doenças, também o deixa mais calmo, com menos vontade de fugir de casa. Levar o pet para visitas regulares ao veterinário também é muito importante. Dessa forma, caso o animal esteja com esporotricose felina ou qualquer outra doença, poderá ser diagnosticado rapidamente, o que faz toda a diferença no tratamento. Conte com a Inova nesse processo e agende uma consulta!

A esporotricose felina é uma das infecções fúngicas mais graves que podem afetar os gatos, podendo ser transmitida, também, para humanos. Entenda os sintomas, qual diagnóstico e tratamento para proteger seu pet.

Você já reparou em uma ferida no corpo do seu gato que simplesmente não cicatriza? Ou notou lesões avermelhadas que parecem piorar com o passar dos dias, mesmo com os cuidados básicos? 

Esses podem ser os primeiros sinais da esporotricose felina: uma infecção causada por fungos nos gatos que, embora pouco conhecida por muitos tutores, representa uma das doenças mais graves para os felinos no Brasil.

O que torna essa condição ainda mais preocupante é o fato de a esporotricose felina passar para humanos. 

Isso mesmo: trata-se de uma zoonose que pode ser transmitida do pet para o tutor, especialmente por meio de arranhões ou mordidas. 

Por isso, reconhecer os sintomas rapidamente e buscar tratamento adequado é essencial não apenas para proteger a saúde do seu companheiro de quatro patas, mas também para garantir a segurança de toda a família.

A boa notícia é que a esporotricose felina tem cura, principalmente quando diagnosticada nos estágios iniciais. 

Neste artigo, você vai descobrir o que é a esporotricose em felinos, como identificar cada fase da doença, quais exames são necessários para o diagnóstico, as opções de tratamento mais eficazes.

Além, é claro, das medidas preventivas para manter seu pet longe dessa infecção.

O que é esporotricose felina?

A esporotricose felina é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, especialmente o Sporothrix brasiliensis, que habita naturalmente o solo, palha, vegetação em decomposição, espinhos de plantas e madeiras.

Esse tipo de fungo nos gatos entra no organismo principalmente por meio de feridas na pele, seja por arranhões, mordidas de outros felinos infectados ou pelo contato com espinhos e materiais contaminados. 

Por isso, a doença também é conhecida como “doença do jardineiro”.

Um ponto que preocupa tutores é: a esporotricose felina passa para humanos? Sim. Trata-se de uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida de gatos para pessoas, principalmente por arranhões ou mordidas de felinos infectados. 

Por isso, o manejo adequado do pet durante o tratamento é essencial.

Esporotricose felina: sintomas que você precisa conhecer

Os sintomas da esporotricose felina variam conforme o estágio da doença. Reconhecer os sinais precocemente pode fazer toda a diferença no prognóstico do seu pet.

Esporotricose cutânea (fase inicial)

É o primeiro estágio da infecção. Nessa fase, surgem feridas avermelhadas com presença de pus e pequenos nódulos na pele. 

Muitos tutores acreditam que o gato se envolveu em uma briga, mas, diferente de feridas comuns, as lesões da esporotricose felina não cicatrizam, pelo contrário, pioram progressivamente.

As feridas são mais comuns na cabeça (podem aparecer no focinho, nas orelhas, face), nas patas e cauda. Entretanto podem ocorrer qualquer região que tenha entrado em contato com o fungo.

Esporotricose linfocutânea (fase intermediária)

Sem o tratamento adequado, a infecção avança. As feridas se transformam em úlceras mais profundas com secreções e alcançamo os gânglios e o sistema linfático do felino, espalhando-se pelo corpo por meio dos vasos linfáticos.

Nessa fase, é possível notar um “caminho” de lesões que seguem a trajetória dos gânglios linfáticos do pet.

Esporotricose disseminada (fase avançada)

É o estágio mais grave da esporotricose em felinos. O fungo se espalha por todo o organismo e pode atingir órgãos internos como pulmões, fígado, baço e ossos, tornando o tratamento muito mais complexo.

Os sintomas incluem:

  • Febre persistente;
  • Perda de apetite;
  • Apatia e fraqueza;
  • Alterações respiratórias com espirros, secreção nasal , e dificuldade respiratória;
  • Múltiplas lesões ulceradas pelo corpo.
  • Alteração  com inchaço, dor e vermelhidão em  articulações

Nessa fase, o risco de morte é elevado, por isso o diagnóstico precoce é tão importante.

Como é feito o diagnóstico da esporotricose felina?

A esporotricose felina pode ser confundida com outras condições dermatológicas, abscessos causados por brigas ou até mesmo tumores. 

Por isso, ao notar qualquer ferida no corpo do gato que não cicatriza, leve-o imediatamente a um veterinário.

O diagnóstico da esporotricose felina envolve:

  • Histórico clínico completo: o veterinário questionará se o felino tem acesso à rua, contato com terra, jardins ou se esteve envolvido em brigas recentemente;
  • Exame clínico: avaliação das lesões e do estado geral do pet;
  • Exame citológico: coleta de material das feridas para identificar o fungo ao microscópio;
  • Cultura fúngica: isolamento do Sporothrix em laboratório, é o exame confirmatório;
  • Exame histopatológico: Análise de fragmentos de tecido para descartar tumores e avaliar a extensão da infecção.

Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, mais fácil será o tratamento e maiores as chances de recuperação completa do seu gatinho.

Esporotricose felina tem cura? Entenda o tratamento

Sim, a esporotricose felina tem cura, especialmente quando diagnosticada precocemente. No entanto, o tratamento é longo e exige disciplina por parte do tutor.

Como tratar esporotricose felina?

O tratamento para esporotricose felina é feito principalmente com medicamentos antifúngicos orais, como o itraconazol.

A medicação deve ser administrada diariamente por um período que pode variar de 3 a 6 meses ou até mais, dependendo da resposta do organismo do pet.

Além disso, o veterinário pode prescrever:

  • Antibióticos: em casos de infecção bacteriana secundária;
  • Pomada para esporotricose felina: aplicação tópica nas feridas para auxiliar na cicatrização e controle local da infecção;
  • Suporte nutricional: alimentação adequada para fortalecer o sistema imunológico.

Cuidados durante o tratamento

Como a esporotricose felina passa para humanos, é fundamental que o tutor tome precauções ao manipular o pet doente:

  • Use luvas descartáveis ao aplicar medicamentos;
  • Higienize bem as mãos antes e depois do contato;
  • Evite que o gato arranhe ou morda durante o manejo;
  • Mantenha o felino isolado de outros pets , de crianças e indivíduos imunossuprimidos  durante o tratamento;
  • Realize a limpeza das feridas conforme orientação do veterinário.

É essencial seguir rigorosamente o tratamento prescrito, mesmo que as lesões aparentem estar cicatrizadas. Interromper os medicamentos precocemente pode levar à recidiva da doença.

Como prevenir a esporotricose felina?

Infelizmente, ainda não existe uma vacina contra a esporotricose em felinos. Por isso, a prevenção se baseia em medidas de manejo e cuidado:

1. Evite que seu gato tenha acesso à rua

Felinos que circulam livremente em áreas externas têm maior risco de entrar em contato com o fungo, presente no solo, vegetação ou com outros gatos infectados.

2. Considere a castração

A castração de gatos reduz comportamentos de fuga e territorialidade, mantendo o pet mais tranquilo e seguro dentro de casa. Além disso, previne uma série de outras doenças.

3. Mantenha o ambiente limpo

Se seu gato tem acesso a jardins ou quintais, mantenha a área limpa, evite acúmulo de matéria orgânica e use luvas ao manusear plantas com espinhos.

4. Fique atento a feridas e arranhões

Examine regularmente o corpo do seu pet, especialmente após passeios externos. Se notar qualquer lesão suspeita, procure atendimento veterinário.

5. Consultas veterinárias regulares

Levar o gato para check-ups periódicos é fundamental. O veterinário especializado pode identificar sinais precoces de doenças, incluindo infecções por fungos nos gatos, e orientar o tratamento rapidamente.

Outras doenças comuns em felinos

Além da esporotricose felina, existem outras condições que podem afetar a saúde do seu gato. Conhecer os sinais e buscar atendimento especializado é essencial para garantir qualidade de vida ao seu companheiro.

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Conte com a Inova Hospital Veterinário 24h

A esporotricose felina é uma doença grave, mas que tem cura quando diagnosticada e tratada corretamente. 

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Perguntas frequentes sobre esporotricose felina

A esporotricose felina passa para humanos?

Sim. A esporotricose felina é uma zoonose transmitida principalmente através de arranhões ou mordidas de gatos infectados. Tutores devem usar luvas ao manipular o pet doente, higienizar bem as mãos e evitar arranhões durante o tratamento.

Quais os sintomas da esporotricose felina?

Os principais sintomas incluem feridas avermelhadas com pus que não cicatrizam, nódulos na pele e úlceras progressivas. Diferente de feridas comuns, as lesões da esporotricose pioram rapidamente sem tratamento adequado.

Esporotricose felina tem cura?

Sim, tem cura quando diagnosticada e tratada precocemente. O tratamento envolve antifúngicos orais por 3 a 6 meses, antibióticos se necessário e pomadas tópicas. É fundamental seguir rigorosamente a prescrição veterinária.

Qual a diferença entre esporotricose e outros tipos de fungos nos gatos?

A esporotricose é causada pelo fungo Sporothrix e se caracteriza por lesões cutâneas que não cicatrizam e podem se espalhar pelo corpo. Diferente de outras infecções fúngicas como dermatofitose (micose comum), a esporotricose é mais grave, pode atingir órgãos internos e é uma zoonose transmissível para humanos por arranhões ou mordidas.

Quanto tempo dura o tratamento da esporotricose felina?

O tratamento da esporotricose felina geralmente dura de 3 a 6 meses, podendo se estender dependendo da gravidade da infecção e da resposta do organismo do gato. É essencial não interromper o uso dos antifúngicos mesmo após a melhora aparente das lesões, pois isso pode causar recidiva da doença.

Gato que fica dentro de casa pode pegar esporotricose?

Embora seja menos comum, sim. Gatos que vivem dentro de casa podem se contaminar se tiverem acesso a vasos com terra, plantas com espinhos ou se o tutor trouxer o fungo do ambiente externo. No entanto, o risco é muito menor comparado a gatos com acesso à rua, que podem ter contato direto com solo contaminado ou com outros felinos infectados.

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