Conteúdo revisado pela equipe médica da Inova Hospital Veterinário 24h, composta por médicos-veterinários com formação em clínica geral, vacinação e cuidados preventivos.
Doenças infecciosas em cães e gatos podem se desenvolver de forma silenciosa. Entender os tipos, os sinais e as formas de prevenção é o primeiro passo para proteger quem você ama
Quando o assunto são as doenças infecciosas em cães e gatos, muitos responsáveis só buscam informação depois que o pet já apresenta algum sintoma.
O problema é que parte dessas doenças evolui rapidamente e o intervalo entre os primeiros sinais e um quadro grave pode ser menor do que se imagina.
Por isso, conhecer os principais tipos, entender como a transmissão acontece e saber o que observar no dia a dia faz uma diferença real na saúde do seu companheiro.
O que são doenças infecciosas em pets?
Doenças infecciosas são enfermidades provocadas por agentes que invadem o organismo do pet e causam alterações na saúde.
Esses agentes podem ser vírus, bactérias, fungos ou parasitas, e cada grupo age de forma diferente no corpo do cão ou do gato.
Essa distinção é importante porque define diretamente o tipo de tratamento, o risco de contágio e as formas de prevenção disponíveis.
Como essas doenças são transmitidas?
A transmissão varia conforme o agente causador, mas os principais caminhos incluem:
- Contato direto entre pets: saliva, secreções respiratórias, urina, fezes e lambeduras transmitem vírus e bactérias com facilidade;
- Ambiente contaminado: pisos, potes, caixas de areia, brinquedos e água contaminada carregam agentes infecciosos mesmo sem contato direto;
- Vetores como carrapatos, pulgas e mosquitos: esses parasitas transmitem doenças pela picada;
- Contato com pets doentes ou não vacinados: aumenta o risco de transmissão por contato direto ou por excreções;
- Transmissão da mãe para os filhotes: algumas doenças passam durante a gestação ou na amamentação.
Por que algumas doenças são mais comuns?
Filhotes, pets idosos e companheiros sem vacinação atualizada concentram a maior parte dos casos atendidos.
O sistema imunológico tem papel central nisso: quanto mais fragilizado, maior a chance de infecção e de evolução grave.
Pets com doenças crônicas, como diabetes, câncer e doenças hormonais, sob estresse prolongado ou com nutrição inadequada, também apresentam vulnerabilidade aumentada.
Principais tipos de doenças infecciosas
Entender as categorias ajuda o responsável a reconhecer os riscos e a tomar decisões mais informadas quando algo parece diferente com o pet.
Doenças transmitidas por parasitas
As doenças transmitidas por carrapatos estão entre as mais frequentes na rotina veterinária.
Erliquiose, babesiose e anaplasmose são exemplos de infecções que o carrapato pode transmitir em uma única picada.
Pulgas também funcionam como vetores e causam dermatites severas.
Já a giardíase, provocada por um parasita intestinal, aparece tanto em cães quanto em gatos, e o contato com ambientes ou água contaminada é a principal forma de contágio.
Para entender cada uma delas com mais profundidade, o Inova produziu conteúdos específicos sobre os temas. Vale a pena ler!
- Veja:
– Doença do carrapato: como identificar, diagnosticar e tratar?
– Leishmaniose: quais os riscos para o seu pet?
– Giárdia canina: sintomas do contágio e como tratar.
Doenças virais em cães e gatos
As doenças virais em cães com maior gravidade incluem a cinomose, a parvovirose, hepatite infecciosa e raiva.
Nos felinos, o complexo respiratório, que abrange a rinotraqueíte e a calicivirose, aparece com frequência, assim como a FIV (imunodeficiência felina) e a FeLV (leucemia felina).
Os vírus dependem das células do organismo para se multiplicar, o que explica por que pets com imunidade enfraquecida adoecem com mais intensidade.
- Veja os conteúdos aprofundados sobre:
– Cinomose: sabia que essa doença traz riscos graves para o seu pet?
– Parvovirose: entenda o que é, como evitar e tratar
– Gatos gripados? Pode ser rinotraqueíte viral felina
– Leucemia felina: guia completo sobre cuidados e prevenção.
Doenças bacterianas
As bactérias provocam infecções que podem ser localizadas ou se espalhar pelo organismo inteiro.
A leptospirose é um dos exemplos mais sérios e também é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida entre animais e humanos por contato com urina de animais infectados ou água contaminada.
Infecções bacterianas secundárias também aparecem com frequência em pets com a imunidade comprometida por outro quadro clínico.
Nesses casos, o organismo fica vulnerável a agentes que, em circunstâncias normais, não causariam doença.
Sintomas que podem indicar infecção
Nem todo sintoma isolado representa uma doença infecciosa grave. Porém, alguns sinais merecem atenção, especialmente quando persistem ou aparecem em combinação.
Febre e apatia
Febre persistente e apatia intensa estão entre os sinais mais associados a processos infecciosos.
O pet pode parecer mais quieto do que o normal, perder o interesse por comida, água ou brincadeiras e apresentar comportamento diferente do habitual.
Para identificar esses sinais com precisão, confira:
Como saber se o cachorro está com febre? e Como saber se o gato está com febre?.
Alterações digestivas
Vômitos repetidos, diarreia intensa com sangue e recusa alimentar por mais de 24 horas são sinais que exigem avaliação veterinária.
Em filhotes, esse quadro evolui para desidratação grave em poucas horas e não admite espera.
Problemas respiratórios
Tosse persistente, secreção nasal ou ocular, respiração com esforço e chiado podem indicar infecção respiratória.
Esses sinais aparecem com frequência em doenças como o complexo respiratório felino e a traqueobronquite infecciosa, conhecida como tosse dos canis, bem como na cinomose
Quando surgem associados à apatia ou febre, a avaliação veterinária não deve ser adiada.
Quando uma doença pode se tornar grave?
A maioria das doenças infecciosas em cães e gatos não avisa quando vai se agravar.
O que parece um mal-estar passageiro pode, em poucas horas, comprometer órgãos vitais.
Evolução rápida
Doenças como parvovirose, cinomose e leptospirose evoluem com velocidade, especialmente em filhotes e pets idosos.
O organismo enfrenta desidratação severa, inflamação progressiva e risco de sepse (infecção generalizada).
Nesse cenário, fígado, rins e pulmões podem ser atingidos antes mesmo de o responsável perceber a gravidade do quadro.
Falta de tratamento adequado
Quanto mais o diagnóstico demora, mais o agente infeccioso se multiplica e mais o organismo se deteriora.
A automedicação é um dos erros mais comuns e um dos mais perigosos.
Medicamentos humanos administrados em cães e gatos podem mascarar sintomas importantes, atrasar o diagnóstico correto e agravar o quadro por toxicidade.
O tratamento adequado só começa após avaliação veterinária e, na maioria dos casos, exames complementares que identificam o agente causador.
Zoonoses: quando a doença do pet representa risco para a família?
Algumas doenças dos pets se transmitem para pessoas e são chamadas de zoonoses.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 60% das doenças infecciosas humanas têm origem animal.
Leptospirose, esporotricose, raiva, giardíase, toxoplasmose e algumas verminoses estão entre as principais transmitidas por cães e gatos.
O risco aumenta quando não há higiene adequada, vacinação em dia ou controle de parasitas.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas merecem atenção especial, nesses grupos, a vulnerabilidade é maior e as consequências podem ser mais graves.
Um pet com saúde monitorada e vacinação em dia protege não só a ele mesmo, mas também todos que convivem com ele.
Manter o acompanhamento veterinário regular vai além do cuidado com o companheiro: é também uma medida de saúde para toda a família.
Como prevenir doenças infecciosas?
A boa notícia é que a prevenção funciona e começa com medidas simples e acessíveis no dia a dia.
Vacinação
A vacinação é a principal barreira contra doenças virais graves e evitáveis.
Nos cães, as vacinas essenciais incluem a V8 ou V10 e a antirrábica. Nos gatos, a V3, V4 ou V5 e a antirrábica cumprem esse papel.
Mesmo pets que vivem exclusivamente dentro de casa precisam manter o protocolo vacinal atualizado.
- Para entender melhor, acesse:
Vacina para cachorro: 5 tópicos que você precisa saber
Vacinas para gatos: proteja a saúde do seu felino.
Controle de parasitas
O controle de carrapatos, pulgas e mosquitos precisa ser contínuo e seguir a orientação do veterinário.
A frequência varia conforme o produto: mensal, trimestral, semestral ou anual.
Além do pet, o ambiente também exige atenção, especialmente em casas com quintal ou com contato frequente entre pets.
Acompanhamento veterinário
Consultas regulares permitem identificar alterações antes que se tornem problemas sérios.
O veterinário avalia o histórico do pet, atualiza o protocolo vacinal, indica o antiparasitário mais adequado e orienta sobre os riscos específicos para cada perfil: filhote, adulto, idoso ou com condições crônicas.
Quando procurar um veterinário?
Sinais de alerta
Procure atendimento veterinário quando o pet apresentar um ou mais dos seguintes sinais:
- Febre alta ou persistente;
- Apatia intensa, sem reação a estímulos;
- Vômitos repetidos ou com sangue;
- Diarreia intensa, com sangue ou que dura mais de 24 horas;
- Tosse persistente ou com dificuldade para respirar;
- Secreção nasal ou ocular;
- Tremores, convulsões ou dificuldade para andar;
- Desidratação;
- Falta de apetite prolongada.
Em filhotes, idosos ou pets com condições preexistentes, esses sinais exigem avaliação imediata.
Para saber mais sobre o que observar, acesse:
Sintomas em cachorro: quando ir para a emergência.
Importância do diagnóstico precoce
Existe uma tendência perigosa de observar e esperar para ver se melhora.
Em doenças infecciosas, o tempo faz diferença direta no prognóstico.
Quanto mais cedo o diagnóstico acontece, maiores as chances de recuperação completa e menores os riscos de complicações graves ou sequelas permanentes.
O Inova funciona todos os dias, em período integral, com equipe pronta para atender o seu pet com a agilidade que situações infecciosas exigem.
Notou algo diferente no comportamento, no apetite ou no estado geral do seu companheiro?
Não espere piorar: agende uma consulta ou venha direto até a unidade mais próxima.

FAQ — Doenças infecciosas em cães e gatos
São enfermidades causadas por agentes, como vírus, bactérias, fungos ou parasitas, que invadem o organismo do cão ou do gato e provocam alterações na saúde. Cada tipo de agente tem formas específicas de transmissão, prevenção e tratamento.
Entre as mais frequentes estão a doença do carrapato (erliquiose e babesiose), a cinomose, a parvovirose, a leptospirose, a giardíase e a traqueobronquite infecciosa. O risco varia conforme a vacinação, o controle de parasitas e o ambiente em que o pet vive.
Sim. Alguns agentes afetam apenas uma espécie. Nos felinos, o complexo respiratório felino, a panleucopenia, a FIV e a leucemia felina (FeLV) são exemplos de doenças específicas. Outras, como a giardíase e a leptospirose, podem atingir tanto cães quanto gatos.
Quando o pet apresentar febre persistente, apatia intensa, vômitos repetidos, diarreia com sangue, tosse que não cessa, dificuldade respiratória, desidratação ou qualquer alteração comportamental que fuja do habitual. Em filhotes e idosos, a avaliação deve ser imediata.



